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Guardianas da Palmeira: Mulheres que Colhem Attalea speciosa em Prol das Pessoas e do Planeta

Guardianas da Palmeira: Mulheres que Colhem Attalea speciosa em Prol das Pessoas e do Planeta

Quando você segura uma gota de óleo de babaçu na mão, está tocando o legado de milhares de mulheres no Brasil — mulheres cujo trabalho, cultura e ativismo sustentam tanto uma floresta quanto um modo de vida. Para a marca Glas, essa história importa: ela nos lembra que cada ingrediente carrega uma história humana, um ecossistema, uma comunidade.

Quem são elas

Nas florestas do norte e nordeste do Brasil — especialmente nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará — um grupo notável de mulheres, conhecidas como quebradeiras de coco babaçu, colhe os frutos da palmeira babaçu e os transforma em óleo, farinha, carvão e outros produtos.

Tradicionalmente, os homens poderiam ter deixado a floresta para outros trabalhos; essas mulheres permaneceram, colhendo frutos caídos, quebrando-os com machados e pedras, carregando cestos na cabeça e entrelaçando suas vidas ao coqueiral.

A palmeira, a colheita e o que ela oferece

A palmeira babaçu (Attalea speciosa) cresce naturalmente em grandes extensões de floresta e em áreas de transição cerrado-floresta, sendo extremamente versátil.

  • As sementes são coletadas depois de caírem (o cacho leva cerca de nove meses para amadurecer).

  • O caroço rende um óleo rico em ácido láurico (semelhante ao óleo de coco), que derrete na temperatura da pele, tornando-o um excelente emoliente, valioso tanto na cosmética quanto na alimentação.

  • A polpa, a casca para carvão, as folhas para cestos ou coberturas — quase tudo é aproveitado. Como diz uma das quebradeiras: “Do babaçu nada se perde e tudo gera novos produtos.”

Para a Glas, onde a origem dos ingredientes é importante, essa é exatamente a história que se alinha à marca: sourcing respeitoso, valor ao ecossistema, natureza multiuso e ciência.

Uma tradição de resistência liderada por mulheres

Essas mulheres não são apenas trabalhadoras; são guardiãs de suas florestas, cultura e direitos. Há décadas, elas se organizam por meio do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), fundado no início dos anos 1990, para proteger o acesso às palmeiras e seus direitos de colheita.

O ativismo delas ajudou a criar leis estaduais e municipais (frequentemente chamadas de Lei Babaçu Livre) que reconhecem o direito à colheita e proíbem o corte das palmeiras.

Mas leis no papel nem sempre se traduzem na prática. Muitas quebradeiras ainda enfrentam:

  • Terras cercadas ou propriedades privadas que bloqueiam o acesso às palmeiras.

  • Desmatamento para criação de gado ou monoculturas que destroem as florestas de babaçu.

  • Violência de gênero, ameaças e marginalização.

É um exemplo poderoso de como o sourcing de ingredientes na cosmética não é apenas sobre “natureza”, mas também sobre justiça, comunidade e responsabilidade.

Por que o trabalho delas importa para marcas de skincare

Para uma marca como a Glas, comprometida com natural + ciência, a conexão com o trabalho dessas mulheres oferece diversos benefícios:

  • Rastreabilidade e procedência: Você pode afirmar que seu ingrediente vem de um fruto colhido na floresta, cujo valor apoia a vida dessas mulheres.

  • Sustentabilidade: O ecossistema da palmeira babaçu apoia biodiversidade e meios de vida sustentáveis, ao contrário de monoculturas destrutivas.

  • Sourcing ético: Reconhecendo e valorizando as quebradeiras, você ajuda a garantir cadeias de suprimentos justas, transparentes e socialmente empoderadas.

  • Storytelling: Os consumidores se importam cada vez mais não apenas com o que está no produto, mas com quem está por trás dele. A narrativa dessas mulheres é rica, autêntica e enraizada.

Desafios que permanecem — e como apoiar um sourcing significativo

Se você incorporar óleo de babaçu em sua formulação, considere:

  • Garantir que seu parceiro de sourcing reconheça organizações de quebradeiras (como o MIQCB) ou cooperativas similares, em vez de comprar simplesmente no atacado, sem vínculo comunitário.

  • Considerar modelos premium ou de comércio justo que assegurem que uma parte justa do valor retorne às mulheres, não apenas à matéria-prima.

  • Transparência importa: deixe claro onde as palmeiras crescem, como são colhidas e como as mulheres são remuneradas. Isso é consistente com a filosofia natural + ciência da marca.

  • Apoiar a regeneração: esses ecossistemas enfrentam pressão do agronegócio. Uma forma de ajudar é contribuir (mesmo modestamente) com fundos comunitários, restauração florestal ou programas sociais locais.

  • Contar a história com responsabilidade: a história das mulheres é poderosa, mas também vulnerável. Evite romantizar dificuldades — foque em agência, revitalização e parceria.

Considerações finais

As quebradeiras de coco babaçu são mais do que simples colhedoras: são guardiãs do conhecimento, líderes comunitárias, defensoras da floresta e empreendedoras. A história delas ressoa profundamente com o ethos da Glas: ingrediente minimalista, mas significativo; enraizado na natureza, refinado pela ciência — e comprometido com pessoas e planeta.

Ao escolher um ingrediente como o óleo de babaçu, você escolhe uma conexão: com a floresta, com as mulheres que o colhem e com um modelo de beleza que respeita igualmente ecossistemas e comunidades.

Que sua marca continue a entrelaçar histórias reais e respeitosas em cada frasco — porque o verdadeiro skincare não é apenas profundo na pele, é profundo no mundo.